domingo, 1 de julho de 2012

Arena e MDB - Araraquara


Nos estudos de poder local, destacamos (Canato,2003) que trata da constituição dos partidos na cidade de Araraquara-SP. Atribui aos conflitos internos e a sublegenda os principais eixos para a debilidade institucional e da ARENA. Desgastes, aliado a uma organização melhor articulada com o estadual e federal favoreceram o MDB. Por meio de uma descrição anacrônica determina a continuidade de elites políticas com a quarta republica de 1945. A família Lupo (das meias, radio e fazendas) se fazia representar pela UDN, no período autoritário, configura-se como um dos principais lideres da Arena.

Entre os 19 vereadores que estavam no poder, foram submetidos ao regime bipartidário e a migração obedeceu a certo padrão, dividindo as lideranças dos antigos partidos sem padrão ideológico nítido. A formação da sublegendas da ARENA fica claro que é formado por  lideranças, que escolhiam outros políticos por meio de listas, divididas em três grupos diferentes, que apontavam os cabeça de chapa (executivo municipal). As listas, constituía-se em elemento de poder no interior do partido. As convenções e as votações obtidas nelas pelos candidatos as sublegendas, proporcionavam maior quantidade de políticos (vereadores) a serem escolhidos. Sendo a ARENA I, a principal, a ARENA II a intermediária e a ARENA III a mais vulnerável. Contudo, dominar a ARENA I ou II, não garantiam eleições. 
A migração para os partidos obedece a seguinte regra:


1) - ARENA foi composta por: 4 do PSD-PSP, 2 do PL, 1 do PTB, 1 do PDC e 1 da UDN; 
2) - MDB, 3 do antigo PSD-PSP, 2 do PTB, 2 do PL, 1 do PDC e 1 da UDN (p.65). 

O MDB, por ser oposição, é considerado coeso. Em seus quadros, dos 20 membros, 6 eram do PTB e outros 6 eram novos políticos, além dos 3 integrantes eram do PSP, 2 do PSD e 2 do PSB e um do PDC, mostrando uma heterogeneidade partidária em sua composição (P.79) dentre seus 16 componentes podemos relatar que 8 deles, ou 50%, eram vereadores eleitos em 1963. 2 Deputados Federais e um Estadual, restando apenas 5 membros sem representação política.

O sistema bipartidário, além de ser uma novidade política desta República, mostrou-se incapaz de apagar as lutas tradicionais e radicais divergências que permeavam o cenário político local (p.83). fato também verificado nos estudos sobre as sublegendas no RS (Gerardi & Madeira, 2012)